Jornalistas alagoanos exigem pagamento do reajuste salarial

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Patrões empurram dissídio com a barriga e Sindicato pede agilidade ao TRT

O Sindicato dos Jornalistas encaminhou requerimento ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AL), desembargador Pedro Inácio da Silva, solicitando o imediato prosseguimento do dissídio coletivo dos jornalistas, cujo acórdão do Tribunal foi pelo pagamento de 9,83% de reajuste para a categoria profissional.

O processo, que precisa seguir para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a quem cabe julgar Recurso Ordinário apresentado pelas empresas, está parado há quase um mês (15/08/2016), depois que as empresas solicitaram audiência de conciliação para negociar o parcelamento do reajuste. A audiência requerida aconteceu em 22 de agosto e os representantes patronais, ao contrário do que anunciaram, não apresentaram qualquer proposta para parcelar. Vieram, de forma extemporânea e absurda, propor um reajuste de 6%, num completo desrespeito aos trabalhadores e à decisão já proferida pelo TRT.

O Sindicato avalia que as empresas, além da conduta desrespeitosa que já adotaram, querem atrasar ao máximo o processo, empurrando com a barriga a futura decisão do TST. Daí o requerimento encaminhado pela entidade ao desembargador Pedro Inácio, que visa evitar mais danos à categoria e a utilização do Judiciário para a prática de procrastinar.

As empresas já tiveram diversas oportunidades para negociar. Primeiro nas tratativas diretas com o Sindicato, depois nas audiências de conciliação do TRT que antecederam o dissídio coletivo, e em seguida após a sentença favorável do Tribunal para os jornalistas. Em todas elas, foram enfáticas em negar o direito líquido e certo dos trabalhadores. Quando o TST julgar o processo em definitivo, não há mais o que negociar, nem as empresas poderão reclamar.

Na luta para repor as perdas salariais do último período, o Sindicato também se solidariza com os radialistas, cuja data-base é anterior. Apesar de terem entrado com dissídio coletivo antes, até hoje o processo deles não foi julgado pelo TRT. De início, o julgamento seria na mesma data do dissídio dos jornalistas, mas foi adiado devido a ausência justificada do relator.

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