Jornalistas de Alagoas entram em greve a partir do dia 25 de junho

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Está marcada para a próxima terça-feira (25), uma greve geral dos jornalistas profissionais de Alagoas. Contra a redução de 40% do piso salarial da categoria, proposto pelas maiores empresas de comunicação do estado, a categoria promete parar a produção de informação exigindo respeito à profissão. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) e já conta com a adesão massiva das redações e assessorias de comunicação formadas por jornalistas.

Com data base em maio, os trabalhadores reivindicam reposição da inflação. Após 6 reuniões para tentar negociar, algumas diretamente entre sindicato e empresas, outras no Tribunal Regional do Trabalho,  as empresas só apresentaram a proposta de reduzir o piso da categoria em 40%, causando indignação na classe. Tentando evitar a radicalização, o Sindjornal e os profissionais realizaram assembleias, propuseram diálogo e negociação, mas a palavra final das empresas foi não.

Desde o início da negociação, os jornalistas realizaram algumas ações, como dias de luto em que todos vestiram preto em uma manifestação silenciosas e de grande repercussão. Em dias de audiência no TRT, a presença no pleno de vários profissionais manifestava união e disposição para um enfrentamento coletivo.

A categoria vem sendo desrespeitadas e sofrendo perdas financeiras cada vez maiores nos últimos anos. Com o piso salarial que acaba se tornando uma espécie de teto, já que profissionais raras exceções conseguem ganhar mais que o piso no estado, as empresas ainda alegam que estão no prejuízo, no entanto, se recusaram a apresentar os balancetes.

Demissões em massa em um período recente se tornaram arma na mão dessas empresas, que vivem ameaçando fechar os postos de trabalho para manter os funcionários inseguros e enfraquecidos.

Desde o anúncio da greve, os apoios de autoridades de vários setores da sociedade tem sido manifestados através de vídeos ou declarações nas mídias sociais. Parlamentares, dirigentes sindicais, delegados da polícia federal, influenciadores digitais com milhões de visualizações por postagem, empresas e cidadãos comuns estão ao lado do movimento e prometem apoiar a greve.

Além das grandes redações, assessorias de comunicação de peso, como o Tribunal de Justiça e o Ministério Público Estadual também prometem parar. A iniciativa marca um momento histórico na vida do jornalismo em Alagoas.

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